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Estrelas

Vim-vos falar de estrelas. Daquelas que brilham, de noite e dia, e moram lá sempre. É sempre de estrelas que se faz qualquer dia especial. Das que brilham, mesmo quando há um nevão lá fora ou um apagão dentro do peito. Quero-vos falar de estrelas e confessar-vos que a minha colecção é invejável. Eu tenho estrelas. E orgulho-me todos os dias disso mesmo. E hoje, por haver velas com estrelas, decidi-vos segredar que, mesmo egoísta, mesmo distante, mesmo menos contente, mesmo mais feliz, mesmo que cheios de "mas" e "mesmos", as minhas estrelas brilham todo o dia, como de noite. E eu consigo senti-las. As minhas estrelas adormecem e acordam comigo. E ter estrelas, das que dão abraços e beijos - ou das que apenas brilham quando a luz falha, é das coisas mais especiais do mundo. E entre brindes, e estrelas, que se festeje com o coração, das estrelas. É esta a novidade do fim do mundo: as estrelas têm coração. E assim acrescento: o sol também ama. A lua.

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